22 de out de 2010

DILMA ROUSSEFF E O RENASCIMENTO.

















Dona Dilma, tenho lhe assistido no horário eleitoral gratuito, nos debates, nas entrevistas e acompanhado, um pouco, suas viagens pelo nosso Brasil.

Me parece óbvio que a senhora será nossa presidente, com meu voto inclusive, o que, acredito, será muito bom para todos nós brasileiros.

Mas, dona Dilma, o assunto não é política!

O assunto é essa sua vitalidade, essa sua beleza, essa sua força de vontade, que tanto nos contagia.

Vejamos!

Eu nasci no ano de 1964 e, desde minha tenra idade, tenho assistido a derrocada de diversos homens e mulheres que, infelizmente, por acreditarem que já estão “velhos” demais, acabam se acomodando, apenas aguardando a morte chegar.

Só para termos uma idéia, até há poucos anos, e hoje ainda existem casos assim, quando alguém chegava “aos 40” já começava a desistir de certos sonhos, de lutar pela vida, de enfrentar o cotidiano e – aqui me vem a memória a célebre imagem da vovó sentada na cadeira de balanço com um cobertor xadrez nas pernas – abster-se de viver.

Imagine então se uma destas senhoras, ou senhores, tivesse que enfrentar uma doença maligna então, como a que a senhora, com altivez, combateu? Aí seria o fim!

O que não é o seu caso, que a enfrentou, não se escondeu e mostrou-se vitoriosa.

Mas, felizmente, o tempo é outro e nele entra a senhora, uma mulher, uma guerreira, ícone da luta pelo bom combate, em busca da vitória do dia-a-dia, mas, acima de tudo, um exemplo.

Eu fico até, de vez em quando, devaneando, imaginando, divagando em como é o seu dia, esta loucura de campanha política.

Acredito que é levantar cedo, dormir tarde, gravar os programas de televisão e rádio, ter que aturar alguns assessores “xaropes” que querem ser mais importantes que a candidata, subir e descer de aviões, fazer caminhadas, comícios, carreatas – ufa, canso só em pensar – viajar por este país continental, enfim, algo que muitos meninos e meninas “de dezoito” não conseguiriam.

Mas, lá está a senhora, com vitalidade, perseverança, dando exemplos.

Eu sei que a senhora, assim como eu, a minha esposa, e qualquer outro cidadão ou cidadã do mundo, também tem dias em que “acorda com o pé esquerdo”, enfim, com dores e tudo mais que permeiam o nosso cotidiano, mas, mesmo assim, lá está a senhora, nos brindando com sua alegria.

Por tudo isso, dona Dilma, observo, sem medo de errar, que sua chegada não é única e exclusivamente para uma campanha política, e sim é para dar esse exemplo, a milhões de mulheres – e também homens – de que a vida só termina quando acaba e que devemos viver, sorrir, erguer a cabeça, tocar em frente, mesmo nos piores momentos, pois a vida é bela e devemos amá-la com todas as nossas forças, agradecendo ao Criador por nos tê-la presenteado.

A senhora é a prova inconteste de que a idade do Certidão de Nascimento é bem diferente daquela que levamos na cabeça e no coração.

Tem jovens de 18 com corpo, idade cerebral, de ancião, e tem “velhos” com idade, jovialidade, força e perseverança de recém-nascidos.

Tenho certeza que seu exemplo traz uma nova época, um novo momento, dentro da cabeça destas pessoas “derrotadas”, pessimistas, que “se entregam” muito facilmente.

Sua vinda, dona Dilma, é um divisor de águas, um renascimento positivo para todos nós!

Parabéns e obrigado por nos contagiar desta maneira!

Valmor Antonio Weissheimer

Advogado OAB/PR 51.407

Pato Branco – Paraná


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